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Deadpool (2018) – Crítica – District Midia

Olá! Hoje vamos falar do filme Deadpool 2, continuação do filme de 2016. Trailer?

Depois de sobreviver um ataque bovino quase fatal, um chef de cafeteria desfigurado (Wade Wilson) se esforça para concretizar seu sonho de se tornar o melhor bartender de Mayberry enquanto precisa aprender a lidar com seu paladar perdido. Procurando ganhar novamente o gosto pela vida, assim como um capacitor de fluxo, Wade precisa enfrentar Ninjas, a Yakuza e um grupo de caninos sexualmente agressivos durante sua jornada ao redor do mundo para descobrir a importância de família, amizade e sabor – encontrando um novo gosto pela aventura e passando a merecer o cobiçado título de caneca de café de Melhor Amante do Mundo.

Wade Wilson (Ryan Reynolds) precisa juntar uma equipe de super-heróis para ajudar um garoto chamado Russel (David Denninson). Russel é um mutante que  enlouqueceu no orfanato no qual morava. Assim  Deadpool resolve ajudar ele a escapar de Cable (Josh Brolin) , um viajante do tempo que vei do futuro para matar Russel.

É bom avisar de uma vez que esse post vai ter spoilers.

Antes de qualquer coisa, acho impossível não falar um pouco desse filme em relação ao primeiro Deadpool. Assim como algumas pessoas sentiram em Guardiões da Galáxia 2 (menos eu, eu amo esse filme gente) Deadpool 2 já sai meio prejudicado por ser uma continuação. O fator novidade meio que foi embora e sobra mais do mesmo. É um “mais do mesmo” bem legal, mas tem que levar isso em consideração. Ele tem as características do personagem –  como o fato dele saber que está em um filme e que é uma continuação – e isso gera piadas ótimas. Inclusive uma cena caindo em câmera lenta com a mesma música da cena em câmera lenta que ele está num carro. Sabe?

Mas a cena de destaque pra mim por incrível que pareça é a que tem os créditos iniciais do filme. Ela mostra o Deadpool em várias situações engraçadas e faz diversas referências a outros filmes. Eu não sabia se lia os textos engraçadinhos ou se via as imagens dos filmes. Mas claro que depois vou assistir novamente pois com certeza tem muito mais detalhes que acabamos não percebendo.

O roteiro, escrito por – uma galera – Rhett Reese, Paul Wernick, Rob Liefeld e o próprio Ryan Reynolds tem seus altos e baixos. Eles fazem um ótimo trabalho apresentando as personagens e aprofundando a história daqueles que já conhecíamos. Apesar de 1 ou  2 piadas que eu não sei se precisava, mas no geral eu não me senti ofendida em nenhum momento e consegui rir com piadas legais. Em algumas cenas tive a impressão que faltou dosar o humor. Ou talvez tenha faltado um pouco de criatividade. Algumas piadas se repetem ou esticam além do necessário e aí o filme desanda um pouco.

As figuras femininas me agradaram muito. Especialmente a Dominó (Zazie Beetz). A personagem é divertida, interessante, tá ali pra lutar e não pra ser par romântico. Ela é um membro da equipe e exerce sua função como todos. E acaba sendo um clichê irônico maravilhoso quando você descobre a função dela no grupo.

Não só Zazie, mas todos os atores estão bem legais. Os destaques pra mim foram para Ryan Reynolds e Josh Brolin. O primeiro finalmente colocou uma senhora carga dramática no personagem e funcionou super bem. Ele transita bem entre as cenas engraçadas e as tensas. Já Brolin – que nada mais é do que o Thanos de Vingadores – faz um ótimo trabalho como “vilão”. Ele passa de meio robô assassino para alguém com um background interessante e pesadíssimo e carrega os dois muito bem.

Agora, o grupo das imagens: A direção de fotografia foi assinada por Jonathan Sela, direção de David Leitch e edição de Craig Alpert, Elísabet Ronaldsdóttir e Dirk Westervet. Eles fizeram um trabalho bom dentro do padrão filme de super herói. Como o padrão do gênero – pelo menos no que se refere à Marvel – trata-se de uma fotografia com menos carga dramática. O importante alí é mostrar os elementos da história de forma que ela funcione direitinho e seja clara. E  Deadpool 2 tem um ritmo legal e embora pudesse viver sem algumas daquelas cenas funciona bem.

Um grande desaque pra mim está na trilha sonora. Ela conta com várias versões legais de músicas conhecidas e eu não só quis cantar no cinema como corri pra procurar a playlist no spotify depois. Apesar dos ritmos muitas vezes leves e divertidos, as letras sempre acabam dizendo alguma coisa a mais sobre o que acontece na cena.

O filme tem algumas cenas extras, que valem super a pena. A úlima que faz piada com Logan, foi minha preferida. Aliás todas as piadas que tinham relação com os X-Man ficaram excelentes.

No geral, acho que eu recomendaria sim Deadpool 2. Embora ele precise melhorar um pouco no timing e em 1 ou 2 piadas é um filme leve e divertido. Tem muitas cenas divertidas – principalmente as que envolvem piadas com o filme em si. Ele é bem ousado em relação a outros filmes do gênero com relação ao humor, mas a parte visual é bem semelhante.

No mais acredito que o filme entrega o que promete, diversão, ação e Deadpool, e ai assistiu ao filme, o que achou comenta ai !!

Confira

  • Roteiro
  • Direção
  • Fotografia
  • Interpretação
  • Efeitos especiais
  • Trilha sonora
4.5

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